Foi de forma informal que os alunos do 3º ciclo das diferentes Escolas do Agrupamento aprenderam algumas noções do que é igualdade de género, numa palestra ministrada por técnicos do CLDS 3G e da GNR, durante a III Semana para a Igualdade.

“A promoção da igualdade será sempre a melhor forma de combater a violência. É uma questão de educação, de formação, de cidadania, de solidariedade, de inclusão. O respeito pelo outro com as suas diferenças é o caminho a seguir para chegarmos à igualdade, erradicando as diferentes formas de violência” disse Joaquim Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto. O autarca, sensibilizado para estes temas, disse ainda que é preciso que as “entidades continuem a trabalhar no sentido de criar uma sociedade mais justa, onde a equidade seja um princípio valorizado por todos”.

Ao longo das sessões, a técnica do CLDS 3G, Tatiana Silva, apresentou ao grupo a igualdade “nas várias dimensões e em múltiplas escalas” indo ao encontro do sentido crítico dos jovens que se mostraram interessados no tema e verificaram que, de facto, é muito fácil haver violência e até na escola é visível, em pequenas observações como “isto é para meninas”. A técnica terminou a dissertação abordando o artigo 13º da Constituição da República Portuguesa que diz que “Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei” e que “ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Também o cabo Mendes do Núcleo Secção de Programas Especiais da GNR abordou o tema da igualdade centrando-se nos diferentes tipos de violência de género sobretudo a violência doméstica com enfoque para a violência no namoro tendo em conta o público-alvo desta ação. “A violência doméstica é um crime público que todos temos a obrigação de denunciar, muitos destes casos iniciam no namoro, com observações maldosas e preconceitos e até violência física que vão sendo perdoadas constantemente. Nunca se esqueçam, a falta de respeito gera violência; é preciso respeitar nas diferenças e promover a igualdade”.

A ação culminou com a apresentação de uma dinâmica “o jogo do galo” que levou os jovens a refletir e a responder a questões diretamente ligadas à igualdade e à violência por forma a ajudar na interiorização do tema levando a comportamentos que promovam a igualdade.